Habilidades Necessárias ao Coordenador de Grupo

Aulas dos dias 17, 23 e 24 de março de 2010


Habilidades Necessárias ao Coordenador de Grupo

Para trabalhar o tema, a professora pediu que cada aluno escrevesse em um pedaço de papel uma habilidade que julgasse necessária a um coordenador de grupo. Em seguida deveríamos refletir se tínhamos essa habilidade e indicar quem no grupo a possuísse.

Várias foram as características levantadas e muitas vezes a pessoa indicada era a mesma, o que reafirmava sua capacidade de liderança. Responsabilidade, flexibilidade, comunicação, estavam entre as mais faladas.

Na aula seguinte a turma foi dividida em grupos de aproximadamente 4 pessoas. Cada um deveria ler e entender sobre uma característica apontada no texto “atributos desejáveis para um coordenador de grupo” de David E. Zimerman, e explicar ao restante da turma o que havia entendido.

Essas características são:

1. Gostar e acreditar em grupos, pois o grupo capta o que o coordenador pensa ou sente.

2. Amor às verdades, base da confiança, da criatividade e da liberdade.

3. Coerência, pois incongruências sistemáticas abalam a confiança do grupo no coordenador.

4. Senso de ética, que significa não apenas a questão do sigilo, mas também a não imposição pelo coordenador de seus valores e expectativas ao grupo.

5. Respeito pelas características dos participantes, através da procura da não utilização dos rótulos ou papéis que lhes são usualmente atribuídos.

6. Paciência, que não significa passividade ou resignação, mas uma “atitude ativa,” que ofereça aos participantes o tempo necessário para adquirirem confiança e respeite seus ritmos.

7. Continente no sentido de ter capacidade de acolher e conter as necessidades e angústias dos membros do grupo.

8. Capacidade negativa, que diz respeito à condição do coordenador de conter suas próprias angústias.

9. Função de ego auxiliar que é semelhante à capacidade da mãe de exercer as capacidades de ego (perceber, conhecer, discriminar, juízo crítico, etc.) que ainda não estão suficientemente desenvolvidas no filho.

10. Função de pensar, que consiste em perceber se os participantes são capazes de pensar as idéias, os sentimentos e as posições que são verbalizadas. Diferencia “pensar” de simplesmente “descarregar.”

11. Discriminação. É entendida pelo autor como a capacidade “… de estabelecer uma diferenciação entre o que pertence a si próprio e o que é do outro, fantasia e realidade, interno e externo, presente e passado, o desejável e o possível, o claro e o ambíguo, verdade e mentira etc….” Evidencia que nos grupos esse atributo é relevante “… em razão de um possível jogo de intensas identificações projetivas cruzadas em todas as direções do campo grupal, o qual exige uma discriminação de ‘quem é quem,’ sob o risco do grupo cair em uma confusão de papéis e de responsabilidades” (Zimerman, 1997, p. 45).

12. Comunicação verbal e principalmente não-verbal que assume formas sutis. Aponta como aspecto importante da comunicação nos grupos as atividades interpretativas.

13. Traços caracterológicos. O autor considera importante o coordenador conhecer bem a si próprio, seus valores, idiosincrasias e caracterologia predominante. Destaca especificamente traços de natureza narcisista, assim como
o discurso interpretativo dogmático que “… pode estar mais a serviço de uma fetichização, isto é, da manutenção do ilusório, de seduzir e dominar, do que propriamente a uma comunicação, a uma resposta, ou a abertura para
reflexões” (Zimerman, 1997, p.46).

14. Modelo de identificação. Todos os grupos exercem uma função psicoterapêutica, dado o modelo em que se constitui a figura do coordenador.

15. Empatia, que diz respeito ao atributo do coordenador de se colocar no lugar de cada um do grupo e entrar dentro do clima grupal. Está ligada à sua capacidade de fazer um aproveitamento útil dos seus sentimentos contra-transferenciais.

16. Síntese e Integração. Refere-se à habilidade que o coordenador deve ter de “extrair um denominador comum dentre as inúmeras comunicações provindas das pessoas do grupo” (Zimerman, 1997, p. 46). Não se trata, portanto de fazer resumos, nem de apenas juntar ou ligar de outro modo os mesmos elementos, mas de sintetizar. Ressalta como fundamental essa capacidade particularmente na integração dos opostos.

(ANDALÓ. O Papel de Coordenador de Grupos)

E só pra concluir descontraindo…

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2 thoughts on “Habilidades Necessárias ao Coordenador de Grupo

  1. Tiago disse:

    Bom trabalho! Parabens pelo texto!
    Sou profº de psicologia e trabalho com grupos!

    • umapsicologa disse:

      Obrigada Professor Tiago!
      Escrevi esse texto quando estava no sexto período da faculdade. Na disciplina de técnicas grupais, onde cada aluno teve que fazer um diário de bordo.
      Meu diário resolvi publicar no blog, e está aí o resultado…

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